Um blogue que visa a divulgação do que se passa no Mundo em todas as vertentes da BIOLOGIA.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Notícia
Os peixes-zebra possuem uma rara capacidade para regenerar as suas retinas quando estão danificadas. Ao estudar esta característica, uma equipa de cientistas do Reino Unido acredita agora que poderá vir a desenvolver tratamentos experimentais para tratar a cegueira dentro de cinco anos.
Os investigadores afirmam que conseguiram fazer crescer, em laboratório, células que se encontram tanto nos olhos dos peixes como nos dos mamíferos e que podem ser aplicadas para regenerar a retina.
As denominadas células “Müller” foram também analisadas em olhos de pessoas, dos 18 aos 91 anos. Neste caso, os cientistas descobriram que este tipo de células se consegue desenvolver noutras células que se encontram na retina.
Os investigadores já fizeram transplantes em ratos, que se vieram a revelar muito positivos, o que os leva a acreditar que o mesmo poderá vir a ser feito em humanos, para tratar doênças oftálmicas, como o glaucoma, cegueira derivada da diabetes, etc..
Astrid Limb, responsável pelo estudo realizado pelo Instituto Oftalmológico da University College London, diz que no futuro «poderemos ter bancos de células destas para a população em geral, tal como acontece hoje com os bancos para transfusões de sangue».
A ajuda dos peixes-zebra dever-se-à ao facto de estes animais possuirem muitas destas células, que são raras em mamíferos.
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segunda-feira, 2 de julho de 2007
Notícia
Cientistas avançam no caminho da criação de vida sintética
O objectivo da técnica é criar bactérias a fim de se produzir combustível artificial, medicamentos ou limpar o lixo tóxico.
Os cientistas deram o primeiro passo para a produção de vida sintética, com a transferência de material genético de uma bactéria para a outra, transformando a segunda numa cópia da primeira.
Um grupo de cientistas vem tentando, há anos, criar um micróbio a partir do nada. E apesar de ainda não terem conseguido, já conseguiram reprogramar uma espécie de bactéria ao adicionar-lhe material genético de uma outra.
Os cientistas prepararam o cromossoma doado para resistir a um antibiótico, e então submeteram-no à droga. As bactérias que sobreviveram carregavam apenas os genes que tinham sido incluídos. Os pesquisadores acreditam que as outras morreram, mas não sabem bem como o novo DNA reprogramou as bactérias, nem o que aconteceu com o DNA original.
Mesmo assim, a equipa pediu a patente do processo e pretende explorá-lo industrialmente. Acreditam que será relativamente simples construir um novo cromossoma a partir do nada, que tenha funções pré-determinadas, para assim se criar uma bactéria feita à medida.
Na experiência foi usada uma bactéria bem simples, o Mycoplasma capricolum, que costuma infectar animais. As bactérias não têm núcleos como as células de organismos mais complexos. A equipa inseriu então um cromossoma da espécie Mycoplasma mycoides.
Os pesquisadores admitem que será muito mais difícil fazer essas transformações em organismos mais complexos, mesmo bactérias, que têm mecanismos de defesa para repelir DNA estranho.
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sábado, 26 de maio de 2007
Ciclo de Conferências
BIOLOGIA
18 Out - 13 Dez 2007 - das 21:30 às 23:00 - Auditório de Serralves
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sexta-feira, 25 de maio de 2007
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Curso
Irá decorrer entre 9 e 14 de Julho de 2007 na Universidade de Aveiro, o Curso de Especialização em Biologia e Biociências Aplicadas:
E-mail: sandrina.rodrigues@bio.ua.pt

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segunda-feira, 21 de maio de 2007
Ambiente:
Os 17 animais, todos vítimas da actividade humana e conservados em gelo, foram expostos no centro da capital alemã com as respectivas certidões de óbito e causas de morte e representam, de acordo com a Greenpeace, os animais que, "de meia a meia hora morrem no mundo".
De acordo com a bióloga marinha e membro da organização ecologista Greenpeace Stefanie Werner, esta iniciativa surge como medida de pressão no âmbito da reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI) e visa chamar a atenção da presidência alemã da União Europeia (UE) para os "perigos que ameaçam estes mamíferos".
Entre 28 e 31 de Maio, os 72 governos que compõem a CBI, entre os quais Portugal (que integra o bloco que se debate pela conservação e protecção deste animais) reúnem-se em Anchorage, no Alasca, na reunião anual daquele organismo para discutir o futuro das baleias.
Nesta conferência, os principais países baleeiros que praticam a caça sob pretexto científicos, como Japão, Islândia ou Noruega, vão solicitar que se retome a caça e comércio de baleia e que se anule a moratória imposta pela CBI em 1982, que proíbe, com algumas excepções, a caça destes mamíferos.
A responsável da Greenpeace sublinhou ser necessário impedir que estes países acabem com a moratória e defendeu ainda a proibição total da pesca de arrasto que, de acordo com a especialista, mata anualmente cerca de 300 mil baleias e golfinhos.
Werner afirmou que muitos destes animais morrem presos nas redes de arrasto ou depois de colidirem com os navios, sendo impossível calcular o número que morre devido à poluição, aos radares marinhos ou devido às alterações climáticas.
"Estes animais não têm tempo a perder em largas negociações e precisam de ajuda agora", disse a bióloga, considerando "inconcebível" que existam países que, ainda por cima, querem caçar estes animais para fins comerciais.
A responsável da Greenpeace exigiu que se reforme a CBI para que esta funcione como "um instrumento de protecção dos cetáceos" e para que possam ser criadas reservas marinhas que englobem no mínimo 40 por cento da superfície dos oceanos e onde exista uma proibição de pesca e caça à baleia. "Os governos que participam na CBI devem comprometer-se a defender as baleias e não a indústria baleeira", afirmou Werner.
A especialista da organização não-governamental exigiu ainda que a UE fixe linhas de actuação conjuntas e de cumprimento obrigatório para a protecção destes animais.
Representantes dos Governos de 17 países, incluindo Portugal, apresentaram em Janeiro um apelo conjunto ao Japão para que renuncie à caça "científica" à baleia.
Além de Portugal, o protesto foi subscrito pela Alemanha, Argentina, Áustria, Austrália, Bélgica, Brasil, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Suécia e Reino Unido.
Notícia Lusa
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