Um blogue que visa a divulgação do que se passa no Mundo em todas as vertentes da BIOLOGIA.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Comemorações do DIA DO MAR!
O Instituto de Oceanografia promove visitas aos seus Laboratórios

16 Novembro 2006

- Visitas Laboratórios - 10h00 às 12h00
- Palestras - a partir das 17h00 (sala 6.2.53, Edifício C6)
  • O Oceano visto do Espaço.
  • O microfitobentos ou os jardins invísiveis das zonas costeiras.
  • Comunidades de peixes estuarinos.

    Instituto de Oceanografia Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Campo Grande, Lisboa


Contactos: Vanda Brotas Directora Instituto de Oceanografia Faculdade de Ciências Un. Lisboa Campo Grande, 1749-016 Lisboa tel: 351 217500156 fax: 351 217500009 http://www.io.fc.ul.pt

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Vaga para Biólogo

Funções a desempenhar:

  • Monitorização regular da população nidificante de Águia de Bonelli no Sul do país para registo de parâmetros reprodutores, substituição de aves territoriais e prospecção de áreas potenciais de estabelecimento de novos casais.
  • Realização de Estudos da Abundância das Presas Selvagens e Presas Domésticas, em colaboração com a Direcção Geral dos Recursos Florestais.
  • Elaboração, em colaboração com a Coordenação do projecto, de um Plano de Acção para a Conservação das Populações de Hieraaetus fasciatus no Sul de Portugal.
  • Colaboração no rastreio, tratamento e prevenção da triconomíase nos juvenis nidicolas e na organização de um Workshop sobre o tema.
  • Colaboração no apoio técnico à gestão florestal e cinegética. com o Assistente Técnico e Associações Florestais parceiras.
  • Colaboração na elaboração do Manual de Boas Práticas Florestais e Cinegéticas.
  • Colaboração na marcação com PTTs de adultos e juvenis para determinação das áreas vitais, selecção de habitat e causas de mortalidade.
  • Colaboração na elaboração de um Plano de Compatibilização dos Aproveitamentos Eólicos e de um Estudo Base do Impacte de Linhas Eléctricas sobre a Águia de Bonelli.
  • Acompanhamento da Construção, Recuperação e Manutenção de Pombais.
  • Colaboração no controlo e vigilância, no terreno, das áreas de maior sensibilidade para a Águia de Bonelli, com vista à prevenção de ameaças e impactos.
  • Colaboração na produção de materiais de divulgação do projecto.

Perfil do candidato:
  • Formação universitária em ciências biológicas, de preferência com especialização ou experiência em ornitologia. Experiência de trabalho com aves de rapina florestais é uma vantagem.
  • Boa capacidade de síntese e redacção de relatórios técnicos e científicos.. Perfeito domínio do português e bom domínio do inglês.
  • Experiência de trabalho e boa capacidade de comunicação no meio rural, de preferência no âmbito de trabalho de campo com fauna selvagem.
  • Preferência a bom conhecimento do terreno nas áreas do projecto (Alentejo e Serra Algarvia), bem como familiaridade com a ecologia e comportamento da espécie.
  • Familiaridade com a problemática ambiental da gestão florestal e cinegética.
  • Capacidade de trabalho de campo em condições de terreno árduas e por períodos prolongados. Outros requisitos: Carta de condução e experiência de condução de veículos todo-o-terreno em áreas acidentadas.
  • Experiência em escalada ou disponibilidade para a sua aprendizagem.
  • Disponibilidade a partir de 27 de Novembro de 2006.Regime de contrataçãoContrato de trabalho por 1 ano, renovável por mais 3 anos. Dossier de candidaturaOs dossiers de candidatura deverão incluir uma carta de motivação, um Curriculum Vitae, cópias de diplomas e estágios e pelo menos 2 cartas de referência.

Devem ser enviados por correio com a data limite de entrada de 13 de Novembro 2006, para o CEAI, Rua do Raimundo, 119, Apartado 535, 7002-506 Évora, ou de preferência até 17 de Novembro por e-mail para o endereço bonelli@ceai.pt, referindo o assunto --->Candidatura Biólogo.

Para mais informações consultar www.ceai.pt.

domingo, 5 de novembro de 2006

Conversas de Café


O Conselho de Estudantes de Biologia de Évora (C.E.B.E.) comemora neste mês de Novembro 10 anos de existência. Neste sentido irá decorrer o mês da Biologia recheado de actividades que visam não só mostrar o trabalho dos alunos em biologia nestes últimos 10 anos, mas também mostrar aos novos alunos o que é possível fazer nesta área, e acima de tudo, abrir os horizontes às vastas actividades extracurriculares que o núcleo organiza. Irá assim levar-se à Universidade grandes nomes da área, como por exemplo o Sr. Professor Jorge Paiva da Universidade de Coimbra, e dar a conhecer também os professores da Universidade de Évora, das mais variadas áreas, desde a Física à Geologia e passando claro pela Biologia.

Estão também previstos três Workshops, um de Telemetria, um de Micologia e outro de Preparação de Fósseis que decorrerão nos fins-de-semana de Novembro. Além de tudo isto, ainda irá decorrer em aberto uma exposição que visa mostrar trabalhos de antigos alunos nas mais variadas áreas da Biologia, e onde será criado um espaço com o nome de "10 anos-10 mundos", uma espécie de conversa de café, em que se irá levar um aluno de cada turma dos últimos 10 anos, para mostrar e contar o que está a fazer, e nomeadamente dar a conhecer a infinidade de áreas que o nosso curso emprega.

A exposição decorrerá de dia 6 a dia 17 de Novembro do corrente ano, na sala 129 do Colégio Espírito Santo entre as 14h e as 20h, em que as apresentações dos antigos alunos decorrerão a partir das 18h.

A Natureza...simplesmente bela!

Um interessante artigo da National Geographic:

Texto de Edward O. Wilson e Mark W. Moffett
Fotografias de Robert Clark

"Em japonês, a palavra “formiga” escreve-se de forma complexa, unindo entre si dois caracteres que significam “insecto” e “lealdade”. Altruístas e cooperantes, as colegas de ninho estão sempre prontas a partir para a guerra para defender a colónia. Biólogo famoso e observador de formigas durante toda a vida, Edward O. Wilson encarrega-se de apresentar a nossa nova série de reportagens sobre estas criaturas altamente sociáveis.

As formigas dominam o planeta terra, juntamente com os seres humanos. Com cerca de dez mil biliões de animais estimados para todo o mundo, elas pesam aproximadamente o mesmo que todos os seres humanos juntos e proliferam em todos os recantos da Terra, excepto nos cumes gelados das montanhas e em redor dos pólos. Do mundo subterrâneo à copa das árvores, actuam como predadores de insectos e de outros invertebrados e são os principais necrófagos de cadáveres de pequena dimensão.
Senti-me atraído pela primeira vez por estas fantásticas criaturas há quase 70 anos, em Washington. Ainda criança, iniciei as minhas expedições, saindo de casa e rumando às “selvas” do parque de Rock Creek. As formigas eram as criaturas que mais curiosidade me suscitavam, muito por culpa de uma reportagem de William M. Mann publicada na edição de Agosto de 1934 da National Geographic. Mann era também director do Jardim Zoológico Nacional dos EUA e, por consequência, duplamente meu herói. A linhagem de mirmecologistas prosseguiria, décadas mais tarde, com Mark Moffett, que se doutorou sob minha orientação em Harvard e cuja abordagem fotográfica se centra, nesta edição, no grupo das formigas guerreiras.
As formigas são importantes por diversas razões. Durante a maior parte do ano, existem apenas fêmeas nas colónias: rainhas encarregadas da reprodução em prol da colónia e obreiras estéreis que fazem o trabalho. Os machos são criados e mantidos durante períodos curtos, com o único fim de inseminar as rainhas virgens. As formigas têm sistemas de comunicação radicalmente diferentes dos nossos. Enquanto os seres humanos se servem da audição e da visão, elas dependem principalmente das feromonas, substâncias químicas por elas segregadas e “cheiradas” ou “saboreadas” pelas companheiras de colónia. Como o cérebro de uma formiga tem um peso inferior a um milionésimo do peso do cérebro humano, não admira que uma espécie emita apenas dez a vinte sinais diferentes. Ao contrário da linguagem humana, estas mensagens são inteiramente instintivas.
Estas maravilhosas criaturas habitam a Terra há mais de 140 milhões de anos. As suas organizações sociais mais complexas estão entre os mais impressionantes espectáculos de vida selvagem do planeta. As formigas sobreviveram com facilidade aos dinossauros e facilmente sobreviverão aos seres humanos, caso venhamos a soçobrar."

Leia a história completa nas páginas da National Geographic Magazine

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

VAMOS SALVAR O AMBIENTE

Entre 6 e 17 de Novembro, o Mundo reúne-se em Nairobi (Quénia), para decidir o que fazer para salvar a Terra.


A nossa opinião é parte da solução.


A estação de televisão SIC e o Sapo lançaram um inquérito aos utilizadores da rede de internet sobre Poluição e Ambiente. O objectivo é saber até que ponto os portugueses estão dispostos a sacrificar boa parte da sua comodidade para reduzir os índices de poluição que põem em risco a vida no planeta.


Por exemplo, estarão os portugueses dispostos a prescindir do seu automóvel?


Os resultados deste estudo serão divulgados em breve no Jornal da Noite da SIC. Ao longo dos próximos dias, a informação da SIC estará também particularmente atenta ao que se vai passar em Nairobi.

Se queres participar neste inquérito e dares a tua opinião é só carregares aqui!


É uma grande oportunidade para ajudarmos a salvar o nosso Planeta!!


ALIMENTADORES DE AVES NECRÓFAGAS


Os ecossistemas naturais têm sofrido gradualmente alterações muito em virtude das actividades agro-pecuárias. Este factor afecta negativamente a abundância de presas naturais (maioritariamente veados e javalis) das aves necrófagas que viram assim necessária uma adaptação às disponibilidades alimentares criadas pelo homem. Carcaças de animais domésticos e de pastorícia (ovelhas, cabras, vacas entre outros) passaram a fazer parte da dieta alimentar destas aves em certas zonas do país.

Contudo, o homem resolveu “prejudicar”, mais uma vez, as aves necrófagas. A criação de uma legislação sanitária mais restritiva que proíbe a existência de animais mortos a descoberto nos campos e também as medidas comunitárias tomadas após a crise das “vacas loucas” levaram novamente a uma diminuição nos recursos alimentares disponíveis. Como se não bastasse, os envenenamentos nos campos continuam a ser prática corrente e as aves necrófagas são das principais vitimas.

Por tudo isto, foi necessária a instalação de campos de alimentação – alimentadores de aves necrófagas – em certas regiões do país onde se pretende proteger e incrementar populações de abutres e ao mesmo tempo livrá-las dos perigos de envenenamento.

Os alimentadores de aves necrófagas são locais com acesso condicionado onde se depositam carcaças de animais, disponibilizando assim alimento para as aves necrófagas ameaçadas. Os alimentadores estão regulamentadas pelo Regulamento (CE) n.o 1774/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de Outubro de 2002 que estabelece regras sanitárias relativas aos subprodutos animais não destinados ao consumo humano reforçado pela decisão da comissão 2003/322/CE de 12 de Maio relativa à alimentação de aves necrófagas e ainda pelo dec. lei nº 204/90 de 20/06 que estabelece as normas de instalação destas infra-estruturas no nosso País.
Em Portugal o regulamento permite a criação de alimentadores para aves necrófagas das seguintes espécies: Grifo comum (Gyps fulvus), Abutre-preto (Aegypius monachus), Abutre-do-egipto (Neophron percnopterus) e Águia-real (Aquila chrysaetos), devidamente enquadrados em programas de conservação para as espécies respectivas.