Ao Alcance da Vida

Um blogue que visa a divulgação do que se passa no Mundo em todas as vertentes da BIOLOGIA.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Descoberta

Pesquisa da Universidade de Copenhaga
Todos os olhos azuis têm o mesmo antepassado comum, diz estudo genético

No princípio todos teriam olhos castanhos. Porém, um dia — o “acidente” poderá ter ocorrido há cerca de seis ou dez mil anos — alguém sofreu uma mutação no gene conhecido hoje como OCA2, que perturbou a produção de melanina na íris. Assim terá surgido o primeiro par de olhos azuis e deste antepassado terão vindo todos os que hoje existem.


Esta é a tese de uma equipa de cientistas da Universidade de Copenhaga que estudou o ADN de aproximadamente 800 pessoas com olhos azuis, desde os loiros escandinavos aos turcos de tez escura. “Uma mutação genética que afectou o gene OCA2 desencadeou uma mudança que literalmente desligou a capacidade de produção de olhos castanhos”, explica Hans Eidberg, do Departamento de Medicina Molecular e Celular da universidade dinamarquesa. Segundo o artigo publicado este mês na revista científica Human Genetics, a mutação não silenciou o gene. Apenas terá limitado a sua capacidade de produção de melanina — o pigmento que dá cor aos nossos olhos, cabelos e pele — na iris. Ou seja, “diluiu” a cor castanha até ao azul.


A equipa analisou o ADN de voluntários e percebeu que 99,5 por cento partilhavam a mesma pequena mutação. Um “acidente” que ocorre num local específico do OCA2 (um gene que, de acordo com outros estudos, estará também relacionado com alguns tipos específicos de albinismo, mais frequentes nas populações africanas). Os diferentes tons de castanho nos olhos traduzem-se em variações consideráveis na produção de melanina de cada indivíduo. Quanto às outras cores — verdes, cinzas — representarão diferentes doses de melanina. No caso do azul é diferente. A variação de quantidade de melanina na iris das diferentes tonalidades de azul nos olhos claros é muito pequena. Daí tudo estar relacionado com um só antepassado, concluem os cientistas.Hans Eidberg implicou o gene OCA2 na cor dos olhos pela primeira vez em 1996, mas os investigadores ainda não arriscam uma data para este acontecimento genético.


Porém, adiantam que a mutação terá surgido próximo da região do Mar Negro há seis ou dez mil anos, na altura da rápida viagem da população na Europa em resultado da expansão da agricultura. “A elevada frequência de indivíduos com olhos azuis na Escandinávia e no Báltico confirma uma selecção deste fenótipo”, refere o estudo.


notícia in Público por Andreia Cunha Freitas

Tecnologias

GRIFOS AO VIVO
Criado no âmbito do programa Público na Escola, Grifos na Web é um projecto do jornal PÚBLICO que visa estimular a conservação da Natureza e a protecção do Ambiente junto dos alunos das escolas básicas e secundárias.



Foto: Pedro Cunha 2007 - Escarpa onde foi colocada a câmara


Veja ao vive carregando em baixo:

grifonline

Descoberta

Descoberto novo musaranho-elefante

Uma nova espécie de musaranho-elefante foi identificada na Tanzânia. É do tamanho de um coelho, pesa uns 700 gramas e come insectos. Vive numa floresta dos montes Udzungwa, no Centro-Oeste do país, e foram identificadas apenas duas populações destes mamíferos, dizem dois cientistas na revista Journal of Zoology.

Baptizado com o nome científico Rhynchocyon udzungwensis, foi descoberto por Galen Rathburn, da Academia de Ciências da Califórnia, e pelo italiano Francesco Rovero, do Museu de História Natural de Trento.
Há 126 anos que não se descobria nenhuma nova espécie de musaranho-elefante, que devem o nome à tromba que têm, para apanhar insectos. A nova espécie foi descoberta em 2005, graças a uma câmara automática instalada na floresta de Ndundulupor, diz a AFP. Em Março de 2006, os cientistas conseguiram capturar quatro animais. A região de Udzungwa pode ter ainda mais espécies por descobrir: há quem lhe chame as ilhas Galápagos de África.

Notícia - Aves

Castro Verde e Moura-Mourão-Barrancos
Aves: alargamento de duas ZPE será levado a Conselho de Ministros

Foto: António Carrapato

Melhorar a protecção às aves estepárias – como a abetarda e o sisão – é o objectivo do alargamento das zonas de protecção especial (ZPE) de Castro Verde e Moura-Mourão-Barrancos. Os diplomas serão, segundo o Ministério do Ambiente, levados a Conselho de Ministros “brevemente”.Este alargamento dará resposta a um acórdão do Tribunal de Justiça das Comunidade Europeias, de 2006, segundo o qual Portugal estaria em incumprimento da Directiva Habitats, de preservação dos habitats naturais e da fauna e flora selvagens.
A 10 de Janeiro, o Conselho de Ministros aprovou a criação das ZPE de Monforte, Veiros, Vila Fernando, São Vicente, Évora, Reguengos, Cuba e Piçarras. “A criação destas oito ZPE (...) permite assegurar a conectividade e coerência da rede de áreas classificadas para a conservação das aves estepárias, espécies que, devido à especificidade do seu habitat e às medidas de gestão que lhe estão associadas, necessitam de particular atenção”.
notícia in Público

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Notícia

Cientistas identificam gene canhoto
Os mesmos investigadores acreditam que este gene tem a capacidade de fazer aumentar as probabilidades de desenvolvimento de doenças mentais, incluindo a esquizofrenia.De acordo com o estudo, o gene LRRTM1 terá um papel fundamental no controlo de partes do cérebro que desenvolvem funções específicas, como a fala e a emoção. O cérebro trabalha de forma assimétrica: nos destros o lado esquerdo controla a fala e o lado direito cuida das emoções; enquanto nos canhotos verifica-se, com frequência, exactamente o oposto. Os investigadores britânicos acreditam que o gene é o responsável.O líder desta pesquisa, Clyde Francks, explica que o estudo ainda terá de comprovar a acção do gene no cérebro. “Esperamos que o estudo nos ajude a entender o desenvolvimento assimétrico”, afirmou, acrescentando: “A assimetria é uma característica fundamental do cérebro humano que é rompida em muitas situações psiquiátricas.”
(Notícia in Correio da Manhã)

Notícia



Peixe-zebra pode vir a tratar cegueira

Os peixes-zebra possuem uma rara capacidade para regenerar as suas retinas quando estão danificadas. Ao estudar esta característica, uma equipa de cientistas do Reino Unido acredita agora que poderá vir a desenvolver tratamentos experimentais para tratar a cegueira dentro de cinco anos.
Os investigadores afirmam que conseguiram fazer crescer, em laboratório, células que se encontram tanto nos olhos dos peixes como nos dos mamíferos e que podem ser aplicadas para regenerar a retina.
As denominadas células “Müller” foram também analisadas em olhos de pessoas, dos 18 aos 91 anos. Neste caso, os cientistas descobriram que este tipo de células se consegue desenvolver noutras células que se encontram na retina.
Os investigadores já fizeram transplantes em ratos, que se vieram a revelar muito positivos, o que os leva a acreditar que o mesmo poderá vir a ser feito em humanos, para tratar doênças oftálmicas, como o glaucoma, cegueira derivada da diabetes, etc..
Astrid Limb, responsável pelo estudo realizado pelo Instituto Oftalmológico da University College London, diz que no futuro «poderemos ter bancos de células destas para a população em geral, tal como acontece hoje com os bancos para transfusões de sangue».
A ajuda dos peixes-zebra dever-se-à ao facto de estes animais possuirem muitas destas células, que são raras em mamíferos.


(notícia sapo)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Notícia

Cientistas avançam no caminho da criação de vida sintética


O objectivo da técnica é criar bactérias a fim de se produzir combustível artificial, medicamentos ou limpar o lixo tóxico.
Os cientistas deram o primeiro passo para a produção de vida sintética, com a transferência de material genético de uma bactéria para a outra, transformando a segunda numa cópia da primeira.
Um grupo de cientistas vem tentando, há anos, criar um micróbio a partir do nada. E apesar de ainda não terem conseguido, já conseguiram reprogramar uma espécie de bactéria ao adicionar-lhe material genético de uma outra.
Os cientistas prepararam o cromossoma doado para resistir a um antibiótico, e então submeteram-no à droga. As bactérias que sobreviveram carregavam apenas os genes que tinham sido incluídos. Os pesquisadores acreditam que as outras morreram, mas não sabem bem como o novo DNA reprogramou as bactérias, nem o que aconteceu com o DNA original.
Mesmo assim, a equipa pediu a patente do processo e pretende explorá-lo industrialmente. Acreditam que será relativamente simples construir um novo cromossoma a partir do nada, que tenha funções pré-determinadas, para assim se criar uma bactéria feita à medida.
Na experiência foi usada uma bactéria bem simples, o Mycoplasma capricolum, que costuma infectar animais. As bactérias não têm núcleos como as células de organismos mais complexos. A equipa inseriu então um cromossoma da espécie Mycoplasma mycoides.
Os pesquisadores admitem que será muito mais difícil fazer essas transformações em organismos mais complexos, mesmo bactérias, que têm mecanismos de defesa para repelir DNA estranho.